Friday, December 5, 2008

M.Angélus


Wednesday, October 22, 2008

"Dark Project" digital portrait

auto retrato em pintura digital 2007

M. Angélus

Monday, October 6, 2008

old works


Saturday, September 27, 2008

Friday, September 12, 2008

Wednesday, September 10, 2008

"on the verge of cliff"



"No final,
Ao seres confrontado com a tua própria destruição,
Olharás para o vazio
Vislumbrando o soturno horizonte.
Á tua volta,
Apenas restarão as ruínas do teu mundo.
Por fim,
Lançar-te-ás no profundo abismo,
Só então compreenderas,
O teu poder, a tua humanidade e a tua grandeza,
Serás grande perante tudo á tua roda,
Perante tudo, perante todos, perante o mundo.
Mas não há como voltar a traz,
Simplesmente não podes parar a meio do abismo,
E tu bem sabes…
Lá em baixo,
Só a morte para te abraçar."

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M.Angélus

os eternos inacabados

Não me critiquem, na verdade não se trata de preguiça mas apenas de perca de entusiasmo. Já Miguel Ângelo quanto deixava um trabalho inacabado, salvo raras exceçoes lhe tornava a pegar. Eu vou continuando pouco a pouco quando não há nada de novo para fazer, e talvez algum dia eles estejam concluídos. Por isso aqui fica uma lista de alguns trabalhos em "banho maria".

Os últimos três fazem parte da serie sobre a teoria do caos adoro essa serie mas para estes dois últimos faltou-me a paciência, talvez retome esta serie em breve quem sabe!!

primeiro trabalho como designer

Decorria o ano de 2004 e estava eu no ultimo ano do secundário, quando a adega cooperativa da Covilhã comemorava o seu 50º aniversario, como forma de assinalar essa data, a cooperativa lançou no mercado uma colheita de sócio, como já era costume todos os anos, porem, e de forma a assinalar a data, lançou para o mercado uma edição limitada e numerada de 6650 garrafas comemorativas dos 50 anos da instituição. O desenvolvimento do rotulo ficou a cargo das escolas com a área de artes e design, após concurso aberto e proposto ás escolas. Por essa altura andava a desenvolver uma serie de trabalhos como tributo a Miguel Ângelo, artista italiano do renascimento. Resolvi então pegar num desses trabalhos e adaptados ao rotulo. Os trabalhos dessa serie consistiam em técnicas mistas de pintura sobre gesso texturizado, aplicado em tela e em tons laranja oxidado. O resultado foi que acabei por ganhar o concurso, a serie saiu para o mercado e realizei o meu primeiro trabalho como designer. Para completar e após a inauguração do museu da escola Campos Mello, por onde passaram designes e artistas como Paulo Morais, actual designer da Glaciar e Sousa Amaral um surpreendente pintor com uma historia de vida surpreendente, e ainda Rudolfo Passaporte, que desenvolveu o curvilinearismo, como professor, o meu trabalho esta hoje representado la também com a humilde presença da respectiva tela e da garrafa com o rotulo que resultou dessa serie de trabalhos.




Tuesday, September 9, 2008


"...pensei nos teus olhos e sentei-me a esperar, nas margens do rio turvo. sonhava acordado contigo, de uma forma quase física, tão forte, que por momentos pensei tocar-te. sonhei percorrer o teu corpo com as minhas mãos, sentir a tua pele sedosa, branco cal.

então acordei, e percorri por entre a suturna sombra do arvoredo, o labirinto faunico sem guia ou bussola. encontrei-me perdido no emaranhado do arvoredo, rompi então caminho a golpes de nada, e no meio de tão solitária companhia, encontrei me num imenso e apertado vazio. todo o meu corpo foi percorrido por um arrepio quente ao olhar num olhar que me olhava, diabólico ser, resplandecente de tão maléfica bondade, que de tão artificial perecia verdadeira como aquelas que sendo verdadeiras são na verdade artificiais.


que insanidade percorre a minha mente! que imagem corrompe o meu corpo! que devaneio nocturno se apoderou de mim! sou assombrado por uma realidade irreal que de tão real torna a realidade irreal. que devaneio me domina! que poder domina e corrompe as minhas palavras! será este tormento real?
tão depressa como se começa, assim acaba, e o pesadelo que acabou com o despertar, é como se se arrasta-se para a realidade fazendo-me questionar se se tudo foi ou não real.


o dia foi-se, e tu não vieste. contudo o teu cheiro ainda paira no ar. aquele melancólico aroma que ainda vagueia por aqui. o doce e suave aroma da tua pele. o aroma de uma mulher..."
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M.Angélus

Saturday, September 6, 2008

Friday, July 25, 2008

Gothic poetry from 2006


Gothic poetry form 2006

Lost child


Á luz do dia brincava uma criança,
Com a alma repleta de sonhos e esperança.

Mas as travas caíram e a criança morreu,
Nascendo o anjo caído que hoje sou eu.

A criança que antes brincava, esta hoje morta e enterrada,
E num túmulo, frio, de pedra, espera ser acordada.

Não chores por ela pois há-de renascer,
Chora por aqueles que a fizeram sofrer.



M. Angélus
desenho já algo antigo a lápis de cor, nada se especial mas diz-me qualquer coisa. serie de estudos de arte fúnebre. a arte saiu á rua, o culto da morte acompanha o homem desde que ele se tem por ser racional, no final do séc XVIII, o movimento romântico trouxe á arte uma imagem nunca antes vista, aqui o ser humano não era soberano, em vez disso era mostrado derrotado e subjugado pela natureza e pela morte. os cemitérios um pouco por todo o mundo tornaram-se então em verdadeiros museus, nos quais podemos ver os mais fabulosos ambientes e as mais sentidas esculturas.

Friday, July 4, 2008



Hoje abri-te a porta do meu coração
e apresentei-te ao vazio.
Hoje cobri-te com as asas de um anjo

e mostrei-te o abismo.
Hoje molhei-te com as lágrimas dos meus olhos
e lancei-te ao oceano.
Depois lutei por ti
contra ventos e marés,
contra tudo e contra todos
contra Deus,
contra o diabo
contra mim.
Por ti morri mil vezes,
mandei milhões para a morte,

matei centenas de inocentes.
Hoje remei por ti e para ti,
e hoje reuni-me a ti,
para que as lágrimas não sequem nos meus olhos,
para que o meu vazio sempre se abra para ti,
e para que o abismo sempre nos abrace.
Porque neste lugar soturno
somos um só,
para toda a eternidade....




M. Angélus

Sunday, June 15, 2008



Sou semente ao vento

corpo vazio,

sou pobre inocente,

sou cachorro vadio.

Sou vento do norte,

tormento na noite,

sopro de inverno.

Sou algo inerte,

corpo sem vida,

sou um indigente

sou alma perdida.

sou lixo

sou mágoa

sou saudade e remorso,

sou tristeza...

melancolia,

aqui.

no espaço vazio que ficou...

M. Angélus

Friday, March 21, 2008

solitudine

Mórbida alma é a minha sem ti,

letárgico ser, humilde criança.
Procuro o som da tua voz no silencio,
luz guia na noite, minha vida.
Procuro teu rosto triste criança,
mulher feita, dama da noite,
procuro o teu colo,
sentir teu corpo,
olhar nos teus olhos
e ver-me. Eu; pobre ser,
reflectido na tua alma.
Passo em frente,
caio ao abismo,
morro uma vez mais;
mas não me importa...
na tua alma...
sou eterno...
josta kuolema teki minusta taiteilijan
M. Angelus