
Sou semente ao vento
corpo vazio,
sou pobre inocente,
sou cachorro vadio.
Sou vento do norte,
tormento na noite,
sopro de inverno.
Sou algo inerte,
corpo sem vida,
sou um indigente
sou alma perdida.
sou lixo
sou mágoa
sou saudade e remorso,
sou tristeza...
melancolia,
aqui.
no espaço vazio que ficou...
M. Angélus
