Sunday, June 15, 2008



Sou semente ao vento

corpo vazio,

sou pobre inocente,

sou cachorro vadio.

Sou vento do norte,

tormento na noite,

sopro de inverno.

Sou algo inerte,

corpo sem vida,

sou um indigente

sou alma perdida.

sou lixo

sou mágoa

sou saudade e remorso,

sou tristeza...

melancolia,

aqui.

no espaço vazio que ficou...

M. Angélus