Friday, July 25, 2008

Gothic poetry from 2006


Gothic poetry form 2006

Lost child


Á luz do dia brincava uma criança,
Com a alma repleta de sonhos e esperança.

Mas as travas caíram e a criança morreu,
Nascendo o anjo caído que hoje sou eu.

A criança que antes brincava, esta hoje morta e enterrada,
E num túmulo, frio, de pedra, espera ser acordada.

Não chores por ela pois há-de renascer,
Chora por aqueles que a fizeram sofrer.



M. Angélus
desenho já algo antigo a lápis de cor, nada se especial mas diz-me qualquer coisa. serie de estudos de arte fúnebre. a arte saiu á rua, o culto da morte acompanha o homem desde que ele se tem por ser racional, no final do séc XVIII, o movimento romântico trouxe á arte uma imagem nunca antes vista, aqui o ser humano não era soberano, em vez disso era mostrado derrotado e subjugado pela natureza e pela morte. os cemitérios um pouco por todo o mundo tornaram-se então em verdadeiros museus, nos quais podemos ver os mais fabulosos ambientes e as mais sentidas esculturas.

Friday, July 4, 2008



Hoje abri-te a porta do meu coração
e apresentei-te ao vazio.
Hoje cobri-te com as asas de um anjo

e mostrei-te o abismo.
Hoje molhei-te com as lágrimas dos meus olhos
e lancei-te ao oceano.
Depois lutei por ti
contra ventos e marés,
contra tudo e contra todos
contra Deus,
contra o diabo
contra mim.
Por ti morri mil vezes,
mandei milhões para a morte,

matei centenas de inocentes.
Hoje remei por ti e para ti,
e hoje reuni-me a ti,
para que as lágrimas não sequem nos meus olhos,
para que o meu vazio sempre se abra para ti,
e para que o abismo sempre nos abrace.
Porque neste lugar soturno
somos um só,
para toda a eternidade....




M. Angélus